O Festival Sons no Parque voltou a afirmar-se como uma das principais apostas culturais do concelho de Alijó, reunindo durante dois dias centenas de espectadores no Parque da Vila.
A edição deste ano voltou a destacar-se pela forte componente internacional do cartaz, pela qualidade artística e pelo ambiente vivido ao longo do fim de semana, confirmando o crescimento de um evento que se distingue pela aposta na música alternativa e na descoberta de novos projetos.
Para a vereadora da Câmara Municipal de Alijó, Mafalda Mendes, o balanço da edição é claramente positivo, tanto pela adesão do público como pela resposta obtida junto de quem visitou o festival.
"O balanço é muito positivo. Tivemos dois dias com um excelente ambiente, muita qualidade musical e uma boa adesão", afirmou, sublinhando que o Sons no Parque continua a conquistar novos públicos e a afirmar-se para além das fronteiras do concelho.
Segundo a autarca, a organização reconhece que o festival ainda tem margem para crescer, mas os sinais deixados por esta edição reforçam a confiança no caminho seguido. "Reconhecemos que há muito potencial para chegar ainda mais longe, mas percebemos que veio muita gente dos concelhos à nossa volta e mesmo de Espanha. Pessoas que nos deram um ótimo feedback e que nos motivaram a continuar", referiu.
A dinamização económica proporcionada pelo evento foi outro dos aspetos destacados pela vereadora. Além de atrair visitantes ao concelho, o festival voltou a beneficiar os operadores presentes no recinto. "O feedback dos bares que estiveram no festival foi também muito positivo. Do que já me fizeram chegar, foram duas noites de bom negócio", revelou, salientando que iniciativas desta natureza têm igualmente impacto na atividade económica local.
Ao contrário de muitos festivais de verão, o Sons no Parque tem vindo a construir uma identidade muito própria, privilegiando artistas emergentes e projetos internacionais que raramente passam por Portugal. Uma opção assumida desde a primeira edição e que continua a marcar a diferença.
"Essa é a base e o segredo deste festival, manter a sua essência. A ideia é mesmo que as pessoas venham e fiquem a conhecer novos artistas. Procuramos artistas que não tenham vindo ou venham pouco a Portugal. É a nossa identidade e a nossa aposta. Esta autenticidade é o que torna este festival tão especial", concluiu Mafalda Mendes.
Com um ambiente descontraído, entrada gratuita e um cartaz que voltou a reunir músicos de diferentes países e estilos, o Sons no Parque reforçou nesta edição a sua posição como um dos festivais mais singulares do interior do país. A organização acredita que o potencial de crescimento continua a existir e pretende manter a fórmula que tem distinguido o evento: oferecer experiências musicais diferentes, promover a descoberta de novos talentos e afirmar Alijó como um destino de referência para a cultura durante o verão.