Opinião

Que saúde para o Douro?

Haja coragem para mudar!

No Douro, a Sul, o Hospital de Lamego, mesmo com alguns serviços de excelência, caminha manco de soluções. Com um programa funcional desajustado, nunca cumprido, continua a não responder, como seria possível, às necessidades das pessoas deste lado do rio.

Andamos muito focados no heliporto, assunto importante, mas não esqueçamos da obrigação de se repensar globalmente este Hospital.

Precisamos que se concretize uma verdadeira unidade de “integração e proximidade”. Neste conceito, deverão incluir-se a domiciliação do internamento, e, por exemplo, fazer nascer unidades de cuidados continuados de diferentes tipologias. Lamego não tem nenhuma solução neste âmbito.

Mas também urge olhar com atenção o serviço de urgência, revisitar a sua organização, a sua funcionalidade, e reforçar a qualificação da resposta.

Nos cuidados de saúde primários temos um agrupamento de centros de saúde com atividade assistencial, em várias unidades de saúde, que deixa muito insatisfeitas as pessoas. É um ACES a ficar deserto de soluções sustentáveis. Os sistemas de avaliação do desempenho escondem as dificuldades que as pessoas sentem no acesso às respostas de cuidados.

Tanto no hospital como nas unidades de cuidados primários, tem valido a entrega e a competência da generalidade dos profissionais.

Mas, particularmente nos “centros de saúde”, até isso está em degradação, dado que uns estão a sair para a merecida e justa reforma, e os que chegam para os substituir, mais cedo que tarde, vão embora. Este rodopio, é, naturalmente, propiciador de inconsistência nos cuidados.

Há razões estruturais que aconselham a uma mudança organizacional. Por exemplo, avançando-se para uma ULS Unidade Local de Saúde. A integração de cuidados é, no Douro Sul, um imperativo óbvio. Hospital, cuidados continuados e cuidados primários, devem abraçar-se e responder a quem precisa, com qualidade, proximidade e mais conforto humano.

Acredito na mudança, sabendo que a atual liderança do SNS tudo fará para otimizar e qualificar as respostas em saúde, com modelos que sejam desafiadores para os profissionais e com soluções assistenciais mais amigas das pessoas.

Oportunamente continuarei a dar a minha opinião sobre o tema. Abordarei o restante território Douro.

Realço a impossibilidade de, num texto tão pequeno, eu ser mais concreto e tecnicamente mais rigoroso na análise e nas propostas de soluções.

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