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Por uma região competitiva e solidária

[caption id="attachment_1394" align="alignleft" width="300"]Por Emídio Gomes, Prof. Catedrático da UP e Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte Por Emídio Gomes, Prof. Catedrático da UP e Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte[/caption] O Programa Operacional Regional do Norte 2014-2020, NORTE 2020 assinala amanhã um ano de lançamento dos primeiros concursos para apoio aos investimentos empresariais na região neste ciclo comunitário. Os resultados são promissores e confirmam uma região com garra, com muita vontade de se afirmar como um território competitivo. Ao nível dos projetos aprovados, são já cerca de 1.500 os investimentos empresariais que conseguiram o selo NORTE 2020, com a alocação de 263 milhões de Euros do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e do Fundo Social Europeu (FSE). A maior parte do apoio é canalizada em ações de qualificação e internacionalização das PME, seguido de investimentos na ampliação ou construção de novas unidades fabris. Trata-se de projetos em linha com a Estratégia Regional de Especialização Inteligente, que serviu de planeamento ao NORTE 2020 e que assume a nossa ambição de fazermos do Norte de Portugal um bastião da Europa Industrial, que se afirma pela inovação e constrói vantagens competitivas dinâmicas. Esta estratégia visa acima de tudo elencar uma trajetória de forte crescimento económico, com criação de emprego e sua qualificação progressiva. Numa análise territorial, os números são igualmente interessantes. Os valores aprovados para espaços territoriais como o Douro ou o Alto Minho, têm já uma expressão considerável, em especial se os contextualizarmos com a densidade populacional destas NUT III. É igualmente muito significativo realçar tanto o apoio à internacionalização de uma empresa especializada na produção de estruturas metálicas, com sede em Sernancelhe, como o cofinanciamento de uma empresa nos Arcos de Valdevez, perita em produzir material de escritório e já com tradição exportadora; tratam-se de projetos que reforçam a capacidade produtiva e o grau de inovação da tecnologia produzida. Por outro lado, fixar população em territórios de baixa densidade populacional através da criação de emprego é, e será, decisivo para o nosso futuro. Os números do primeiro ano de concursos do NORTE 2020 não nos permitem atestar que os investimentos cofinanciados são o garante de um Norte que se está a posicionar para deixar de ser uma região tão dependente de fundos da União Europeia. No entanto, todos percebemos que é este o caminho: promover mais e melhor emprego, porque as pessoas e o seu futuro são o desígnio central do nosso trabalho em cada dia. Sou o primeiro a confiar que o caráter empreendedor e perseverante dos nossos promotores será determinante para fixar o Norte de Portugal no rumo certo.

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