Cultura Vila Nova de Foz Côa

O verão não é só praia. Em Foz Côa, também é Côa Summer Fest

Há uma frase que, em Vila Nova de Foz Côa, deixou de ser apenas um mote para traduzir uma forma de estar: “O verão não é só praia”. Entre 6 e 8 de agosto, o Côa Summer Fest voltou a levar milhares de jovens até ao interior, transformando a cidade num ponto de encontro, música e animação durante três dias.

A edição de 2026 fica, para a organização, como a melhor de sempre. Um maior investimento no cartaz, o crescimento do recinto, mais segurança e novos polos de animação contribuíram para um aumento significativo do número de festivaleiros.

“O balanço que fazemos da edição de 2026 do Côa é francamente positivo. Foi um ano de aposta forte, onde além do maior investimento no cartaz, fizemos crescer o nosso recinto, aumentámos a segurança, criámos mais polos de ação ao longo dos dias e tudo isso se traduziu num aumento significativo de festivaleiros”, afirma Ricardo Pimenta, presidente da Associação Juvenil Gustavo Filipe.

“Não há como esconder: estivemos perante a melhor edição de sempre, quer em números de festivaleiros, quer em termos organizacionais, onde demos uma resposta exímia a todos os níveis”, acrescenta.

O festival nasceu em 2011, seis anos depois da criação da Associação Juvenil Gustavo Filipe, fundada por amigos de Gustavo Filipe Carvalho Duarte, jovem de Vila Nova de Foz Côa que morreu aos 19 anos. A associação nasceu com o objetivo de perpetuar a sua memória e desenvolver projetos dirigidos à juventude, nas áreas da cultura, educação, desporto e ação social. O Côa Summer Fest tornou-se, entretanto, o seu principal projeto.

Por detrás dos três dias de festa está uma equipa constituída em grande parte por jovens voluntários da própria terra. “O Côa Summer Fest é organizado por uma associação juvenil, por dezenas de voluntários que são, na sua maioria, jovens desta terra. São jovens que abdicam de muito tempo das suas vidas para proporcionar à nossa cidade três dias de muita festa e muito movimento”, destaca Ricardo Pimenta.

E a dimensão do festival sente-se para lá do recinto. “É um orgulho poder dizer que durante os três dias de festival a população de Foz Côa triplica”, afirma o presidente da associação, sublinhando que a maioria dos visitantes são jovens que escolhem a cidade como destino durante alguns dias do verão.

“Não só para aproveitar artistas de renome em Portugal, mas para comer em restaurantes locais, dormir em alojamentos locais, comprar no comércio local. No fundo, viver em Foz Côa ao longo de três dias. Isto gera um enorme impacto económico em toda a cidade”, explica.

É precisamente aqui que o mote do festival ganha significado. O Côa Summer Fest não pretende apenas trazer grandes nomes da música ao interior, mas criar uma experiência que faça os visitantes permanecerem, conhecerem a cidade e contribuírem para a sua dinâmica económica.

Depois da melhor edição de sempre, a organização prepara agora uma avaliação exigente para perceber o que correu bem e o que pode ser melhorado. “É isso que nos tem feito crescer todos os anos”, afirma Ricardo Pimenta. E o desafio para o futuro está já definido: “O compromisso para 2027 é simples: voltar a superarmo-nos.”

Em Foz Côa, o verão prova, assim, que não precisa de mar para ser vivido em grande. Pode fazer-se de música, juventude, convívio e território. Pode, simplesmente, fazer-se Côa.

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