Opinião Últimas

O futuro aqui tão perto

12290697_1025542167497812_165304215_o A análise dos últimos vinte e cinco anos da Região do Norte de Portugal permite já uma leitura suficientemente sólida, distanciada no tempo e nas diversas conjunturas políticas. De 1989 a 2014 a região decresceu comparativamente ao país e à União Europeia quando usamos o pib per capita como indicador de riqueza. Os piores valores deste ciclo foram mesmo atingidos por alturas de 2003 e 2009. Quando o país cresce, a Região não acompanha esse crescimento, quando a crise nos atinge, chega sempre aqui primeiro. Por isso mesmo, já em 2007 e 2008 as empresas da região antecipavam a tempestade que se avizinhava, com forte impacto negativo no emprego. Mas, curiosamente, é este mesmo espaço territorial que a partir de 2010 dá uma enorme lição ao país. Paulatinamente, melhora de forma consistente a produtividade do trabalho e o seu tecido empresarial, fortemente exposto à concorrência externa, vai ganhando batalhas, acrescentado cerca de 1000 milhões de euros de saldo positivo à balança de transação de bens em cada ano. Para 2015, os dados apontam para um valor record próximo dos 6000 milhões de euros. Lentamente, vai recuperando no emprego, embora ainda com o estigma do valor dos salários, sempre sob forte pressão e nivelamento abaixo do desejado numa sociedade moderna. As relações de proximidade com a Galiza atingem um nível de profundidade invejável. Os setores da metalomecânica, têxtil e turismo, por exemplo, cooperam através de ações regulares dinamizadas pelo agrupamento europeu de cooperação territorial. O programa de mobilidade entre instituições de ensino superior é um sucesso e as incubadoras de base tecnológica das duas regiões aprofundam experiências e promovem programas de aceleração de novas empresas. Em linha com estes acontecimentos, o Programa Operacional Regional Norte 2020 estabeleceu a investigação e inovação, o apoio às empresas e a qualificação dos recursos humanos como as suas grandes prioridades, alocando dois terços dos recursos a estas áreas. O centralismo reage com azedume a este atrevimento, questionando nos diversos fóruns de intriga da corte como é que é possível terem apoios autónomos à I+D+i, à contratação de pessoas qualificadas pelas empresas e a programas doutorais. O caminho para o futuro é sempre difícil, lento e com dor, como todos percebemos bem por aqui. Com verdade, trabalho e sem ilusões. Por Emídio Gomes, Prof. Catedrático da UP e Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte

Últimas Notícias

Viticultores exigem respostas imediatas e presidente do IVDP garante que Plano para o Douro já responde a muitas reivindicações

8/08/2026

Festival Internacional de Dança levou as tradições do mundo até Dalvares

4/08/2026

Fim de Semana de Aventura & Natureza na Zona Ribeirinha de Mondim da Beira

3/08/2026

Inscrições abertas para a 14ª Marcha e Corrida da Mulher Duriense

3/08/2026

Douro celebra 25 anos da UNESCO com viagem simbólica no Comboio Histórico

3/08/2026

25 anos do Alto Douro Vinhateiro lançam reflexão estratégica sobre o futuro da região

3/08/2026

Álvaro Santos: "Disse publicamente, e tenho-o levado à prática no dia a dia, não quero ser um mero gestor de fundos europeus, por muito importante que isso seja"

31/07/2026

João Barroso toma posse como reitor da UTAD e promete um novo ciclo de proximidade, exigência e inovação

30/07/2026