Opinião

Na saúde os municípios reforçam as soluções!

Independentemente das diferentes opiniões que possamos ter quanto à oportunidade, a mudança vai chegar logo no início do ano. Desaparecem os Agrupamentos de Centros de Saúde, o mesmo acontece aos Centros Hospitalares.

Juntando-se centros de saúde e hospitais, nascem as Unidades Locais de Saúde.

Um processo que poderia ter envolvido os municípios na sua estruturação, mas que mesmo assim, apresenta possibilidade de mudança que não poderemos desperdiçar.

Em concreto, na nossa região, como já aqui escrevi, teremos uma Unidade Local de Saúde imensa, que incluirá 21 municípios.

Serão 8 do Douro Sul, 7 do Douro Norte, e 6 do Alto Tâmega Barroso. Esta dimensão geográfica não podemos deixar que seja um problema durante muito tempo. Podemos e devemos fazer da circunstância uma oportunidade. Para isso, o longe terá que se fazer perto, o disperso deverá fazer-se próximo, as fragilidades assistenciais deverão ser resolvidas, as dinâmicas mais localizadas deverão ser respeitadas. A melhor forma é, desde logo, trazer os municípios para a solução.

Aproveitando a sua capacidade concretizadora e de mobilização.

Em cada concelho, um território único com idiossincrasias e necessidades muito próprias, urge uma resposta assistencial robusta e que vá ao encontro da visão estratégica da autarquia. E, em conformidade com esse desígnio estratégico, construir novas soluções.

Cada município deverá ser uma centralidade. A segurança assistencial, o equilíbrio da gestão, a otimização das diferentes unidades de saúde, e, algo muito relevante que é a equidade no acesso, só serão possíveis assumindo-se a existência de 21 centralidades, que corresponderão a cada um dos municípios, e de 3 pólos agregadores de áreas geográficas, que deverão ser suficientemente robustos e cooperantes, o de Chaves, o de Vila Real e o de Lamego.

Os pontos anteriores permitirão uma atenção para a escala mais local, que facilite o acesso, reforce a partilha, a interação das diferentes unidades, e também as atividades e respostas intermunicipais de proximidade geográfica, tendo sempre no horizonte a tão importante escala regional para as especiais diferenciações e para as novas e inovadoras ambições.

Esta nova organização dos cuidados de saúde na nossa região parte de uma realidade preocupante, exigirá por isso, das lideranças da Unidade Local de Saúde, humildade e proximidade, capacidade de concretizar fazendo pontes.

Deseja-se a melhoria clara da satisfação dos profissionais e um real sentimento de segurança nas pessoas que aguardam melhores dias na resposta às suas necessidades.

Vamos lá..!

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