Alijó Sociedade

Município de Alijó vai criar cluster aeronáutico verde no Aeródromo da Chã

O Município de Alijó deu o primeiro passo para a reativação do Aeródromo da Chã, onde pretende criar um cluster aeronáutico verde, através da assinatura de um protocolo tripartido com a empresa Flying Equipment Skyline e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

A cerimónia, que decorreu no passado dia 27 de maio, foi presidida pelo Secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Santos Mendes, que fez questão de marcar presença por se tratar de “um exemplo claríssimo” das sinergias que podem ser criadas entre o setor público, privado e académico. O governante elogiou o “espírito inovador e empreendedor de pequenas câmaras como a de Alijó”, que apostam na diversificação do seu tecido económico, na criação de novos projetos e na injeção de conhecimento no território.

O Presidente da Câmara, José Rodrigues Paredes, defendeu que “as excelentes condições do aeródromo impõem a sua reativação”. “Estamos agora a criar as bases de um projeto estruturante para o Município, para a região e para o país”, sublinhou José Rodrigues Paredes, que destacou a importância dos parceiros ligados à vertente empresarial e do conhecimento. O Presidente da Câmara realçou ainda a criação de emprego e a presença de uma instituição do Ensino Superior no Concelho como mais-valias deste protocolo.

O Reitor da UTAD, Emídio Gomes, sublinhou que, através desta parceria, a academia transmontana cumpre o seu objetivo de apoiar projetos que contribuem ativamente para o desenvolvimento integrado do território.

O responsável da empresa Flying Equipment Skyline, José Costa Maia, assumiu o compromisso de “contribuir decisivamente para dinamizar e potenciar o desenvolvimento” do território. O Aeródromo da Chã passará agora a ser a “casa” da Skyline, o que representa um passo decisivo para a criação de um cluster aeronáutico verde.

Este protocolo visa a dinamização empresarial daquele espaço e a instalação de um centro de competências dedicado à aeronáutica de baixo carbono. Entre as atividades previstas encontra-se o desenvolvimento e testagem de motores movidos com novos combustíveis como o hidrogénio.

Está prevista ainda a instalação de um centro de testes e certificação de sistemas aéreos tripulados inovadores e de sistemas autónomos não-tripulados, bem como a abertura do aeródromo à aviação comercial privada e a atividades de apoio à proteção civil local.

Na fase inicial, o aeródromo será objeto de reabilitação e pavimentação da pista já existente, com cerca de 1600 metros. Em simultâneo, será construída uma nova pista e um hangar adjacente, destinado às áreas do desenvolvimento e investigação.

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