Sociedade Vila Real

Julgamento de GNR começa hoje em Vila Real

Pouco mais de um ano depois de terem sido detidos, os dois militares da GNR de Vila Real começam hoje a ser ouvidos em tribunal acusados de avisarem um bar de alterne sobre a realização de ações de fiscalização, a troco de dinheiro.

O processo, que vai ser julgado por um coletivo de juízes, envolve um total de seis arguidos, entre os quais os dois elementos da GNR de Vila Real, um primeiro-sargento de 43 anos e um militar de 37 anos.

Segundo a acusação do Ministério Público (MP), o primeiro-sargento, que se encontra sujeito à medida de coação de prisão domiciliária com pulseira eletrónica, terá praticado os crimes de lenocínio e auxílio à imigração ilegal e ainda da autoria de um crime de corrupção passiva, de violação do segredo de justiça e de um crime de recebimento indevido de vantagem.

O outro militar, sujeito ao termo de identidade e residência é suspeito de um crime de recebimento indevido de vantagem, estando ainda ao serviço embora com funções limitadas.

Os restantes quatro arguidos do processo estão acusados, pelo MP, de diferentes crimes entre eles, lenocínio, auxílio à imigração ilegal, corrupção ativa e detenção de arma proibida.

Segundo a acusação, dois dos arguidos seriam os donos efetivos do bar enquanto outros dois controlavam a atividade do espaço e as mulheres que ali trabalhavam, na sua maioria brasileiras em situação ilegal no país.

Ainda segundo a acusação do MP os donos do espaço teriam acertado com o primeiro-sargento da GNR uma verba mensal variável em função do lucro, e que "chegaram a ser de 1500 euros e 3000 euros, de cada vez”, em troca de informações sobre fiscalizações que seriam fornecidas pessoalmente ou por via telefónica.

O estabelecimento foi explorado entre 2012 até janeiro de 2017, altura em que os arguidos foram detidos numa operação conduzida pela Polícia Judiciária (PJ) de Vila Real.

Contactada pela agência Lusa fonte da GNR de Vila Real disse que foram instaurados processos disciplinares aos militares, os quais estão suspensos até trânsito em julgado do acórdão do tribunal.

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