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Fernão de Magalhães dá boleia ao Douro na Volta ao Mundo

[caption id="attachment_2608" align="alignleft" width="300"] Por Ricardo Magalhães, Vice-Presidente da CCDR-N[/caption] Na semana que passou vieram à baila notícias sobre as comemorações dos 500 anos da primeira viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães. Aqui está um bom exemplo de oportunidades que se colocam ao Douro. Na verdade, o designo de organizar essa celebração será, em si mesmo, um momento assinalável de afirmação nacional e internacional. Mas será, seguramente, bem mais do que isso. Em causa está a Rota de Magalhães que, se perspetiva, venha a ser um eixo de conhecimento, um excecional percurso histórico e cultural da Humanidade. A Resolução aprovada pelo Conselho de Ministros, para lá da criação de uma Estrutura de Missão, deixa clara a amplitude assinalável deste Projeto. E o “Douro” saberá, naturalmente, aproveitar a boleia na volta ao Mundo que o navegador português Fernão de Magalhães está agora a recriar… Irá, com certeza, recordar o envolvimento da História. A proximidade e o Encontro entre agentes e atores do Douro. Sejam Administrações, Comunidades, Escolas, instituições de ensino superior, autarquias, associações e/ ou empresas. Será um período de abertura da região ao Mundo. Um tempo de novas descobertas. Adivinha-se, pois, uma aproximação frutuosa de cidades por onde passou a primeira viagem de circum-navegação. Temos, assim, a oportunidade de marcar pontos. O Alto Douro Vinhateiro, o Património da Humanidade, e o vinho do Porto serão progressivamente reconhecidos e valorizados. Cada viagem será um passo no desenho do futuro Vale do Douro… Nesta ótica, a preparação da candidatura à UNESCO da Rota de Magalhães a Património Imaterial da Humanidade, coordenada pelo Município de Sabrosa em parceria com instituições de Espanha, Chile, Argentina, Filipinas e Brasil, já se materializou em projetos concretos como “O Douro à Volta do Mundo - Magellan World”, da Associação dos Empresários Turísticos do Douro e Trás-os-Montes (AETUR), ou a Rede Mundial das Universidades de Magalhães, com uma participação ativa da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. É claro: não teríamos chegado a este estado de arte sem a dedicação, o trabalho e a competência de há anos a esta parte pelo Presidente da Autarquia local. Sem a conjugação de vontades, de recursos humanos e recursos financeiros o projeto não estaria tão maduro. A partir de Sabrosa, no coração do Douro, houve a perspicácia de identificar uma oportunidade de promoção da região e do país, assente nas redes e na valorização do território histórico em que se integram e a que temos de nos amarrar.

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