Editorial

Editorial - julho 2022

Estimados Leitores,

Os mais importantes fatores indutores de igualdade ou de promoção das pessoas, aquilo que é, genericamente, designado por elevador social são as entidades da economia social e as associações e coletividades culturais, desportivas e de defesa de grupos de interesse, como, apenas por exemplo, as associações de pais, os clubes desportivos, as associações de todas as espécies e mesmo os grupos informais, como os de jogos de salão ou de café.

São fatores de indução da igualdade porque promovem fortemente o desenvolvimento, abrindo a porta do elevador social a todos aqueles que participam como voluntários, atletas, jogadores, etc.

na sua coletividade; pois o que se aprende com os colegas é sempre muito mais do que aquilo que levamos para os outros aprenderem.

Toda a minha vida tive ligações a inúmeras entidades deste tipo e preteri, por diversas ocasiões, negócio puro muito bem pago, por reuniões de uma qualquer coletividade, sendo que, apesar da minha agenda complexa, muito raro é a minha ausência ou falta a uma reunião em que tenha a obrigação moral ou institucional de estar presente.

Sempre o fiz, não só na perspetiva altruísta de apoiar e ajudar a instituição a desenvolver os seus objetivos, mas também na perspetiva egoísta de aprender mais e perceber melhor como funcionam organizações complexas e melhorar o conhecimento que tenho sobre as pessoas e a forma como se organizam para promover o desenvolvimento societário.

Por vezes, é com muita frustração que observo a ingratidão dos poderes políticos perante as pessoas e as organizações que abnegadamente colocam esforço para fazer a sua parte para melhorar o mundo e depois são ostracizadas ou até perseguidas por causa disso. Antes que alguns procurem na arca das memórias em que momento isso pode ter acontecido comigo, declaro desde já que não falo de mim próprio nesta circunstância, mas sim de casos que conheço em que as pessoas que tanto fizeram para melhorar a qualidade de vida e promover o elevador social de outros depois são “mal” tratadas pelos poderes políticos.

Sendo que “mal” tratadas pode ser uma atitude tão simples como ignorar os contatos ou não aparecer numa cerimónia. Mas é nas coisas simples e na comparação de comportamentos que se lê as entrelinhas e que se percebe a (des)consideração que é merecida. Ou não é merecida...

Tenho a certeza de que os políticos que o fazem não têm essa intenção. A maior parte das vezes nem percebem que o estão a fazer; isto porque a maior parte dos políticos percebe pouco de inteligência emocional e estão cercados de pessoas que lhes dizem que sim a tudo, idolatrando-os, o que faz com que se afastem da realidade e vejam tudo o que acontece com os óculos das cores dos partidos a que pertencem.

Aqueles que conseguem ver para lá da bruma dos assessores e percecionam o trabalho que é desenvolvido nas coletividades, associações e outras organizações da sociedade civil, reconhecem a sua importância e dos seus dirigentes, acarinham e apoiam sem reservas (não falo de dinheiro, isso é outra história) as ações que são desenvolvidas, ignoram as origens filosóficas e politicas dos que dirigem as instituições e o fazem sabendo que muitas vezes essas pessoas dificilmente votarão no partido que representam; esses, sim, são os políticos excecionais que precisamos para melhorar o nosso país.

E, felizmente, há muitos na nossa região!

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