Opinião

Douro - a Grande Cidade!

É um lugar-comum dizer-se que o mundo mudou. E de que nada será como dantes.

É mesmo um lugar-comum, que não deverá deixar de estar no nosso horizonte quando tomamos decisões.

O mundo muda todos os dias. Nós temos que mudar com ele. Mas o atual contexto pandémico fez acelerar muitas mudanças.

Na circunstância destas mudanças no mundo, ao interior de Portugal apresenta-se um novo desafio, o de não se estragar.

Sim, nestes novos tempos em que o confinamento e a sustentabilidade são palavras fortes, nenhum outro território estará mais preparado para oferecer excelência no novo futuro.

Confinamento na perspetiva positiva, o resguardo da agitação e da impessoalidade das grandes cidades.

O interior como um casulo protetor, sereno, vivo, afável e confortável.

Sustentabilidade na perspetiva ambiental, dos produtos locais, da demografia, da saúde, do emprego, da economia, do amparo social.

Puxando a brasa à nossa sardinha, diria que o grande Douro é o melhor exemplo de ser uma boa escala para um novo olhar estruturado para o futuro, neste novo mundo, complexo e desafiante.

Temos tudo. Nem a ambição nos falta!

Só precisamos mesmo é de construir uma estratégia objetiva e realizável. Estratégia de sustentabilidade para o pós COVID-19, neste Douro de excelência! Chamando a cidadania e as organizações ao processo.

Não estou a falar de planos de investimento. Estou a falar de planos e ações de posicionamento, e também da competitividade e de modelos de organização do nosso território.

Colocando, antes de todo o resto, a dimensão humana como a mais importante das preocupações, reitero a visão estratégica do conceito que poucos têm entendido - o das cidades conceptuais e simbólicas. As cidades do futuro!

O Douro pode ser a Grande cidade das três cidades, a cidade Douro Sul, a cidade Douro Norte e a cidade Douro Superior. As Cidades do equilíbrio entre o urbanismo, a ruralidade e a humanização.

As cidades da partilha de recursos e da defesa do bem estar comum.

Estas escalas nunca fizeram tanto sentido como agora que constatamos que ninguém se salva sozinho e de que tudo o que fazemos ou deixamos de fazer, tem implicações territorialmente imprecisas.

Pensar e agir com a cabeça do lado de fora da caixa, permitir-nos-à ver, sentir e construir, ideias frescas, e mais à frente!!

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