Destaque Política

De regresso às urnas

Quem são e o que prometem os candidatos durienses?

​​​​​​​A 10 de março o país é novamente chamado a ir às urnas para escolher a composição da Assembleia da República. O VivaDouro consultou as listas dos partidos com assento parlamentar e, em contacto com as estruturas partidárias, referenciamos o primeiro nome de cada um, em lugar efetivo nas listas, natural e/ou residente nos concelhos da CIM Douro para que nos respondesse a duas questões.

1 – De forma global, qual será um bom resultado para o seu partido no círculo eleitoral que representa?

2 – Como representante de um concelho duriense, de forma sucinta, que preocupações da região levará para a Assembleia da República?

De todo o território, há um total de 32 candidatos que correspondem aos parâmetros definidos, sendo Vila Real o distrito com 19 candidatos o mais representado, seguido por Viseu com 12, apenas um em Bragança e nenhum na Guarda.

Entre os partidos, o mais representado é a Iniciativa Liberal com nove candidatos, quatro em Vila Real e cinco em Viseu. Em oposição o PAN apresenta apenas um candidato no distrito de Viseu.

 


VILA REAL


1 Vencer. Abrir um ciclo novo de desenvolvimento no País. Estamos focados em conquistar o maior número de mandatos possível, pois só assim conseguiremos efetivar uma mudança credível e segura.

Nestas eleições a decisão de voto tem uma carga de responsabilidade enorme face ao contexto de polarização política e degradação social e económica. Não podemos encarar a decisão de ânimo leve. É errado desistir e encontrar solução na abstenção ou no mero voto de protesto, que se esgota em si mesmo.

Portanto, o melhor protesto que se pode fazer é confiar na Aliança Democrática e na sua capacidade transformadora e mobilizadora, virando a página destes últimos 9 anos.

 

2 Na nossa Região temos o setor vitivinícola como alicerce e este enfrenta desafios significativos, mas também tem um potencial imenso que não pode ser desvalorizado. A sustentabilidade deste setor é a maior preocupação!  É imperativo reconhecer as singularidades desta região e o seu contributo vital para a economia nacional, com cerca de 19 mil viticultores e aproximadamente mil empresas produtoras de vinhos do Porto e DOC Douro.

Contudo, a falta de estabilidade do setor tem provocado consequências negativas, que nos obrigam a agir com acutilância. É urgente estabelecer um ambiente construtivo na região, e encontrar uma visão estratégica comum entre produtores, comerciantes, associações e entidades regionais.

Os desafios como a escassez de mão de obra, a necessidade de modernização e inovação para competir globalmente, a estabilização do estatuto da Casa do Douro, a valorização do preço da uva. É nevrálgico que sejam criados novos mecanismos, mais ambiciosos para abrir novos mercados, pois se escoar o produto toda a cadeia de valor pode ganhar mais.

É importante que se aumente e equilibre a cadeia de valor no setor.

Mas para isso é crucial desenvolver um equilíbrio na relação entre produção e comércio, com um objetivo bem claro, o de gerar rendimento mútuo, pois a sustentabilidade da RDD no fortalecimento e ponto de encontro destas duas partes.

Temos de reposicionar a viticultura como alicerce central da dinâmica económica do Douro, tendo em conta o real custo de produção.

Acreditamos na cooperação e diálogo como instrumento transformador entre todos os agentes envolvidos permitirá um futuro mais agregador, justo e reivindicativo em toda a cadeia de valor do setor do vinho.

Estes últimos anos da governação Socialista estagnaram o setor, arrisco mesmo em dizer que o fez regredir.

Outro grande desígnio que a região tem, é a modernização da linha do Douro e ligação até Barca de Alva. Este é apenas mais um dos desleixos políticos que a governação socialista nos vai deixar como herança. A Linha do Douro é a linha mais usada em número de passageiros em Portugal, no entanto veja a prioridade que lhe foi atribuída, que foi o projeto mais atrasado da Ferrovia 2020. É lamentável, ter um candidato a primeiro-ministro que se quer fazer destacar como uma força da ferrovia e vamos a ver em concreto e não passam de operações de marketing político e propaganda. Ainda há dias, fez um grande título de jornal a dizer que a Linha do Oeste estava com grande avanço, pois faltou dizer nesse título de jornal que as verbas que eram para Linha do Douro foram desviadas para essa mesma linha. Secundarizou os durienses, desvalorizou todo o potencial da Linha do Douro que leva 8 anos de atraso.

O Douro terá a ganhar com a mudança, posso assegurar que nunca será uma região que cairá no esquecimento como tem sido até aqui.

 

 

1 Um bom resultado será, obviamente, eleger. É para isso que nos candidatamos. Um bom resultado para o Bloco de Esquerda é um bom resultado para a população do distrito que só assim poderá ver representados os seus interesses no Parlamento, já que os deputados eleitos nas últimas décadas os têm relegado. Deixo dois exemplos práticos em que o interesse do distrito não foi salvaguardado.

1. Produzimos em Trás-os-Montes 46% da energia hidroelétrica nacional. Somos a região onde, segundo o Índice de Pobreza Energética Municipal, se situam os concelhos com a maior pobreza energética do país. Ao mesmo tempo que muita gente passa frio ou tem dificuldade em pagar a conta da luz, a EDP e a REN, vendidas ao Estado Chinês por um governo do PSD e do CDS, lucram centenas de milhões de euros por ano.

2. O corte do Benefício aos lavradores durienses, consequência da legalização das vinhas ilegalmente plantadas pelas grandes empresas, em 1980 por um governo da AD (PSD, CDS e PPM),

3. A extinção da Casa do Douro por outro governo de direita em 2014, deixou os pequenos e médios agricultores à mercê de um cartel que paga as uvas ao mesmo preço de há 30 anos.

Por isto tudo, e muito mais, um bom resultado é eleger quem tem a coragem de dizer ao que vem: proteger os interesses da generalidade das pessoas que vivem com cada vez menos dinheiro e enfrentar os interesses dos grandes grupos económicos que têm lucros recorde ano após ano.

 

2 São quatro as nossas preocupações e, consequentemente, prioridades.

1. As pessoas - Estancar o défice demográfico através de programas de fixação de jovens e melhores apoios para a agricultura e turismo familiares.

2. Os recursos naturais - Obrigar a EDP a pagar os impostos (IMI) devidos às autarquias e enfrentar os grandes grupos de turismo que usam o Rio Douro sem qualquer benefício para o comércio local.

3. Serviços públicos - Investimento na saúde, na ferrovia, na habitação e construir uma nova Casa do Douro.

4. Economia - Aumentar salários, fazer chegar o turismo ao comércio local e garantir preços justos para os viticultores durienses. 

Aproveito, por isso, para explicar melhor que visão temos para a Casa do Douro, ao mesmo tempo que explico a proposta do Bloco para combater o aumento das prestações bancárias através da Caixa Geral de Depósitos. A nossa proposta é que a CGD, banco público e por nós controlado, baixe 2% os juros do crédito à habitação. Isto terá efeitos práticos imediatos com mais 100 a 200 euros mensais no orçamento familiar. Ou os restantes bancos acompanham, ou as pessoas mudam os seus créditos para a Caixa. A Casa do Douro pode, e deve, funcionar exatamente da mesma forma. Ao estabelecer, e garantir, um preço justo pelas uvas, como já o fazia anteriormente, as grandes empresas terão que acompanhar esse preço, ou a Casa do Douro ficará com esse vinho. É só uma questão de nos organizarmos e de ter a coragem de enfrentar quem há décadas nos tem esmagado.

No Bloco temos a coragem e não lhes daremos descanso!

 

 

1 Aumentar o número de votos, como não podia deixar de ser! Mas é claro que o objetivo da CDU não são os votos em si.

Entendemos que o reforço eleitoral da CDU é importante, sim, mas sobretudo porque dá força à luta por medidas que melhorem a situação do distrito e do país.

No nosso entender, o distrito de Vila Real não é pobre em recursos, tem condições para que a sua população pudesse viver muito melhor do que vive agora. No entanto, a região atravessa um período de desertificação humana e de envelhecimento da população, de estagnação e até regressão económica. O distrito carece de serviços públicos, fruto da falta de investimento do Estado. Temos uma taxa de desemprego estrutural acima da média. Temos uma predominância de micro e pequenas empresas familiares que compõem grande parte do tecido empresarial do distrito, e uma indústria pouco desenvolvida, o que leva a uma excessiva dependência do setor do comércio, do turismo e dos serviços. Isto leva a que as relações laborais sejam, infelizmente, caracterizadas por baixos salários que depois dão origem a baixas pensões e reformas.

Há ainda que somar o facto de a agricultura desempenhar um papel verdadeiramente estrutural no distrito, sobretudo as pequenas explorações familiares, mas estes produtores carecerem dos apoios necessários e estarem cada vez mais “esmagados” pela grande distribuição.

Perante tudo isto, é obvio que é preciso romper com a política praticada pelo PS e PSD, com ou sem a ajuda do CDS e agora dos sucedâneos dos CDS, a Iniciativa Liberal e o Chega.

É porque queremos lutar por uma mudança de política que vamos a votos, independentemente do resultado das eleições, continuaremos sempre a exigir uma vida melhor para quem vive e trabalho no distrito.

 

2 A CDU conhece bem o Alto Douro, e as nossas propostas regionais são exemplo disso mesmo.

Exigir a criação de regiões administrativas, fazendo cumprir a Constituição.

Continuar a lutar até que se concretize a devolução da Casa do Douro aos produtores.

Reabrir o Hospital D. Luís l em Peso da Régua (enquadrado no SNS).

Exigir o fim das portagens na A24 e no túnel do Marão, assim como combater a introdução de portagens no troço transmontano da A4 e avançar com a construção do IC26 (Régua-Mesão Frio-Amarante).

Reactivar a linha ferroviária do Corgo e modernizar a linha do Douro (com ligação a Espanha).

Promover o movimento associativo e cooperativo como elemento fundamental ao escoamento da produção e defesa da agricultura, sobretudo, a importância dos pequenos e médios produtores seja tida em conta nas leis que definem os apoios à produção.

Rejeitar a crescente desresponsabilização do Estado no que à cultura diz respeito, com a garantia de 1% do Orçamento de Estado para a cultura, promovendo e apoiando o movimento associativo, recreativo, cooperativo e desportivo popular, definindo um plano regional de valorização e aproveitamento dos equipamentos culturais que promova e incentive o ensino artístico, a renovação e rejuvenescimento dos públicos.

 

 

1 Um bom resultado para um partido novo será a eleição de um Deputado no círculo de Vila Real, mas um excelente resultado será a eleição de dois Deputados, um do Douro e outro do Alto Tâmega. Nós trabalharemos para conseguir um excelente resultado e dois mandatos. Temos uma excelente equipa e estamos seriamente comprometidos com a região e os nossos concidadãos, por isso acreditamos que vamos merecer a sua confiança.

 

2 São muitas as preocupações que um representante da região do Douro terá de levar para a Assembleia da República, tanto mais que a região tem debilidades e problemas muito sensíveis para os quais urge encontrar resposta, como o progressivo despovoamento e envelhecimento do território, a falta de condições de fixação dos jovens e da massa crítica que se perde continuamente para o litoral ou o estrangeiro, a falta de mão-de-obra para os trabalhos agrícolas e a escassa rentabilidade da agricultura e vitivinicultura que ameaçam a nossa economia e a identidade do território, o acesso a cuidados de saúde de proximidade e qualidade, a incapacidade de captação de investimento, que crie postos de trabalho…

Procurarei propor medidas para promover o turismo na região de forma sustentável, preservando o património histórico, cultural e ambiental, e garantindo benefícios equitativos para as comunidades locais, defender políticas que apoiem os agricultores e produtores de vinho locais, promovendo a qualidade dos produtos regionais e a sua comercialização tanto a nível nacional como internacional, propor medidas para garantir uma gestão sustentável dos recursos hídricos, especialmente em uma região onde a água é fundamental para a agricultura e para a produção de vinho.

Procurarei sensibilizar por investimentos em infraestrutura, como estradas, ferrovia e transporte público, para melhorar a acessibilidade da região, facilitando o escoamento dos produtos locais e estimulando o desenvolvimento socioeconómico, defender a descentralização administrativa e fiscal, garantindo maior autonomia para os municípios na gestão dos seus recursos e no desenvolvimento de políticas adaptadas às necessidades locais.

Estas são apenas algumas das preocupações e propostas que um representante de um concelho duriense poderia levar para a Assembleia da República, com o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável e o bem-estar das comunidades locais.

 

 

1 Um bom resultado é a notoriedade que estamos a alcançar, o facto de seremos mais conhecidos, mais ouvidos.

A nossa máxima está cada vez mais audível, “sou liberal e não sabia”,  eu própria era liberal e não sabia.

Certamente que todos os votos contam, pese embora que o sistema seja injusto na eleição de Partidos como a Iniciativa Liberal em círculos eleitorais como o de Vila Real, ainda há muito trabalho para que a representatividade local seja mais justa.   

 

2 Tenho muita honra em ser de um Município duriense, do interior em todos os sentidos, no qual resido com a minha família, onde pago os meus impostos, onde faço as minhas despesas, onde trabalho, onde estão os meus amigos e não havia no meu horizonte a ideia (sequer) de pertencer a uma lista candidata a Assembleia da República!

Não é uma questão de protagonismo politico, cada um de nós na IL representa um potencial  de mudança necessária para a região e para o país, não podemos continuar na inércia e na alternância entre dois partidos dominantes, nem tão pouco depositar o nosso futuro em políticos de carreira.

Estamos a precisar de pessoas reais, com problemas reais, que se façam representar (e que representem os eleitores), na construção de Leis que favoreçam o crescimento do país e assegurem um futuro para os nossos jovens que não passe pela emigração forçada.

Caso seja eleita é obvio que terei em conta as preocupações da região, mas mais importante do que isso é participar na mudança que nos beneficie a todos enquanto portugueses, seria mesquinho aproveitar-me dos problemas da minha região e mante-la pobre e submissa, nós na IL acreditamos na potencialidade do Douro.

 

 

1 Ter mais votos que nas últimas eleições, vencer o declínio do números dos votantes que da última vez foi de 49,42%. Contribuir para uma maioria de esquerda.

Vale pena referir que ao contrário do que muitas vezes se pensa e de acordo com os termos dos artigos 164.o, alínea d), e 169.o, nº 3, da Constituição, cap. 1 “Os Deputados representam todo o País, e não os círculos por que são eleitos”.

 

2 Trabalhar para reverter urgentemente o declino da população ativa na zona. Trata-se a nosso ver uma verdadeira emergência.

O nosso “postal ilustrado”, uma das áreas agrícolas mais importantes do país, não pode sobreviver sem pessoas.

Por vezes ações simples como por exemplo levar a rede móvel e a internet, com qualidade e velocidade, a todo esse território, pode ser um fator importante de atração para trabalhadores incluindo os mais jovens e qualificados.

As consequências das alterações climáticas já se fazem a sentir na zona e muito provavelmente vão-se agravar. É necessário que fatores relacionados como a gestão das águas, das culturas, da produção energética e até mesmo plano transportes incluindo o mapa ferroviário tem que fazer parte do debate parlamentar.

O programa do Livre apresenta numerosas propostas para um verdadeiros contrato para o futuro também com a zona do Douro. 

 

 

1 Para o Partido Socialista, um bom resultado será sempre a vitória eleitoral no círculo eleitoral do distrito de Vila Real. Uma vitória em que acreditamos porque temos a convicção que os eleitores do distrito de Vila Real reconhecem o trabalho que o PS e os seus Governos têm desenvolvido em prol das gentes deste território.

Foram os Governos do PS aqueles que fortemente apostaram nas acessibilidades rodoviárias que hoje servem o distrito (A4, A24, A7, IC5, Túnel do Marão) e que, de forma gradual, iniciou, como era seu compromisso, a redução do valor das portagens, sendo nas SCUT totalmente abolidas na próxima legislatura.

Uma vitória eleitoral do PS para permitir dar continuidade às políticas públicas desenvolvidas que permitiram aumentar o salário mínimo em mais de 62% e reduzir o emprego de 12% para 6%, com a população empregada em máximos históricos, que permita continuar os aumentos das pensões, como registado nos últimos anos, tudo sem comprometer a sustentabilidade das finanças públicas, como aconteceu em 2023, com redução da dívida pública com excedentes orçamentais.

Ganhar estas eleições, é para o Partido Socialista dar continuidade ao alargamento dos apoios sociais a quem mais necessita, continuar o desenvolvimento da economia, na criação de emprego e na aposta na qualificação, no Serviço Nacional de Saúde no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, no reforço das respostas da Rede de Cuidados Continuados, na valorização da pequena e média agricultura.

 

2 O Douro é um território fortemente moldado pela atividade humana sendo a vinha e o vinho a atividade económica que garante a fixação das populações ao território e que permite a manutenção de uma paisagem humanizada única e classificada como Património da Humanidade.

É esta atividade económica que importa continuar a proteger, a apoiar e a valorizar, pois a sustentabilidade deste território assenta na valorização dos seus produtos, sendo os vinhos do Porto e Douro fundamentais.

Importa dar continuidade ao processo de restauro da Casa do Douro como Associação Pública de inscrição obrigatória, processo desenvolvido com o forte empenho do Partido Socialista, e que agora importa implementar, garantido uma melhor representação da produção no setor.

Porque este território é também cultural e historicamente rico, com classificação patrimonial UNESCO, ele constitui-se numa oferta turística que importa continuar a promover, importando melhorar as suas acessibilidades rodoviárias, continuando a ser necessário pugnar pela construção do IC26 e ao nível ferroviário pugnar por uma maior celeridade no processo de eletrificação da Linha do Douro e a sua reabertura entre o Pocinho e Barca de Alva.


VISEU


1 Um bom resultado para a AD é a possibilidade de ter uma governação estável, com uma maioria consolidada que permita que a AD, com os quadros que tem que são de excelência, construa uma solução sólida e de futuro para Portugal.

O país vive uma situação muito difícil, os serviços estão muito degradados. Há falta de recursos humanos na maior parte dos serviços, criando situações muito difíceis para a nossa população. É preciso que se olhe para as pessoas e na AD elas são o nosso foco.

Uma vitória sem reservas permitirá que um conjunto de quadros bem preparados possa fazer a diferença em Portugal. A AD tem um programa bem pensado para garantir que Portugal possa, no final da legislatura, marcar passo forte na Europa, cada vez mais dinâmica e concorrente.

 

2 O facto de ter sido autarca em Sernancelhe, e presidente da CIM Douro, a maior do país, é uma vantagem que agora posso levar comigo.

Ao longo dos últimos anos soubemos escolher os nossos objetivos e as metas que queríamos atingir.

Serei eleito pelo distrito de Viseu mas serei também um deputado da região que tanto prazer me deu representar. Hoje sinto-me muito duriense também.

 

 

1 Um bom resultado será aquele que garanta que os interesses do território sejam defendidos na Assembleia da República e que as preocupações do povo do distrito encontrem as respostas desejadas.

O que estamos absolutamente convictos é que para a construção dessa garantia o desejável é que a CDU consiga a eleição de um ou mais deputados pelo círculo eleitoral de Viseu, e essa convicção levanta-se por entre duas perspetivas, a de que o projeto e os compromissos eleitorais que defendemos e apresentamos são no seu conjunto os necessários e urgentes para o desenvolvimento do distrito e, por outro lado, a experiência que temos dos últimos anos em que recorrentemente as promessas dos deputados, e respetivos partidos, que têm vindo a representar o distrito não encontram respaldo na sua ação política e parlamentar, não raras vezes defendendo o contrário ao anunciado nos momentos eleitorais, que em muito defraudam as expectativas democraticamente colocadas na sua eleição.

É com esta análise que afirmamos que um bom resultado é o que garanta a voz do distrito e dos seus anseios na Assembleia da República, e essa voz é da CDU. 

 

2 Sou duriense com muita honra, mas integro um coletivo e uma lista candidata à Assembleia da República que olha para o território como um todo, aliás perspetiva indispensável ao progresso e desenvolvimento territorial de forma justa e harmoniosa.

A prova dos factos do que acabo de dizer é o conjunto de propostas de âmbito regional e distrital que recentemente apresentámos como sendo os nossos compromissos eleitorais, onde não existem esquecimentos no que ao território diz respeito, e existem ainda considerações de âmbito nacional, que constam dos programas da CDU e do PCP, que não podem ser desconsideradas do seu reflexo neste território, como o aumento geral dos salários, o aumento do Salário Mínimo Nacional, o reforço das pensões, e o investimento no Serviço Nacional de Saúde, na educação pública ou na cultura, ainda na habitação, apenas para citar algumas.

Num território onde o poder de compra cai para cerca de metade da média nacional, ou onde existem 5 dos 10 concelhos mais empobrecidos do país, estas propostas não podem ser dissociadas da realidade local e regional.

Noutras matérias chamamos a atenção para a mobilidade, com a recuperação e modernização da rodovia, a ligação ferroviária de Viseu à Linha da Beira, de Lamego à Linha do Douro e a ligação entres as duas cidades, o fim das taxas de portagens na A24 e A25 ou a requalificação e duplicação em perfil de auto-estrada do IP3, chamamos a atenção para a produção e soberania alimentar, com a exigência da construção de barragens de regadio em Armamar e Moimenta da Beira, com a valorização e a criação dos estatutos da agricultura familiar, a criação de um entreposto regional que permita a recolha, a transformação e a distribuição dos produtos endógenos, articulando a necessidades com os comércios e pequenas superfícies, e ainda cantinas públicas, ou ainda prosseguir a luta pela gestão democrática da Casa do Douro consolidando a sua forma de instituição pública e de inscrição obrigatórias, são algumas das propostas. Não esquecemos a educação, com a exigência da universidade pública em Viseu e o reforço do seu pólo em Lamego, ou o alargamento da rede pública de creches, a saúde, com a recuperação das valências hospitalares ao Hospital de Lamego, a instalação do Centro Oncológico no Hospital de Viseu, ou a reconversão do antigo Hospital de Abraveses numa unidade pública de cuidados continuados e paliativos, a cultura e o desporto, com a criação de estruturas polivalentes para a criação e divulgação de projetos culturais regionais, e a criação de uma estratégia regional para o desporto ancorada no Desporto Escolar, defendemos ainda uma política fiscal e contributiva justa e solidária, que promova a saúde económica das micro, pequenas e médias empresas, e ainda, para estas, a redução de taxas e tarifas da energia, comunicações, telecomunicações e seguros. Por fim, será seguro que estará presente a exigência de recuperação e reabertura dos vários serviços públicos de proximidade, encerrados um pouco por todo a região, sobretudo nas zonas rurais mais fragilizadas, como as extensões de saúde, as farmácias comunitárias, as escolas primárias e jardins de infância, os balcões da CGD ou os postos de correios. 

 

 

1 O nosso objetivo passa por eleger o primeiro deputado pelo círculo de Viseu.

Tendo em conta a pesada e caótica herança que o socialismo deixou ao país após mais de oito anos de governação, e tendo também em conta que o liberalismo é parte fundamental da solução, do crescimento económico, da recuperação dos serviços públicos e, também, a nível local com a concretização de forma célere das obras da linha da beira alta, da requalificação do IP3 com o seu alargamento, dos serviços de urgência sem interrupções, é extremamente importante dar voz ao liberalismo no distrito de Viseu, assim como em todo o país de norte a sul, do interior ao litoral.

Além de que é muito positivo reforçar a representatividade e diversidade dos deputados de Viseu, na Assembleia da República.

 

2 A Iniciativa Liberal já mostrou preocupação pela situação da Casa do Douro. A região vitivinícola do Douro já sofre com bastantes limitações à entrada de jovens empreendedores que têm ambições na produção de vinho do Porto.

O Estado já regula este setor através do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, e o projeto de lei do anterior governo que coloca a Casa do Douro, novamente, como associação pública com inscrição obrigatória, coloca em causa uma sobreposição de poderes do Estado. Mais uma vez o Estado a burocratizar em vez de fazer o inverso. O Estado a adicionar complexidade, tempo e recursos extraordinários no seu funcionamento.

A intenção de colocar a Casa do Douro, novamente, como associação pública não resolve o problema principal dos produtores que são as quebras constantes da venda de Vinho do Porto a que a região tem vindo a assistir nos últimos anos.

Os acessos são outro problema da região até no sentido do crescimento da procura e oferta turística na região. É preciso olhar à situação dos acessos rodoviários, como por exemplo o estado da Estrada Nacional 222.

Outra questão essencial é a descentralização como forma de fomentar o desenvolvimento no interior e motivar a fixação das pessoas na região.

A região precisa de atrair os jovens, precisa de oferecer ferramentas a estes para a fixação e isso passa, por exemplo, com a criação de Zonas Especiais Económicas para atrair investimento e criar postos de trabalho qualificados, melhor remunerados e que podem servir como motivação ao regresso de jovens que saíram para o litoral.

Com recurso às novas tecnologias é até possível a criação de hubs no interior e gerar riqueza.

 

 

1 Consideramos que o melhor indicador sobre estas eleições seria o crescimento do Partido PAN no Distrito de Viseu, e sobretudo nas zonas mais isoladas, não tanto porque se ganharia mais trato na região, como conseguiríamos receber mais informações e estar ainda mais próximos da população e de quem mais precisa, e assim poder atuar mais e melhor na defesa pelo bem estar das pessoas, dos animais e da natureza.

 

2 Os nossos focos para o interior dividem-se em três grandes temas: o rejuvenescimento do interior, a descentralização da economia e serviços e o hospital veterinário público. 

Mais especificamente, e tendo em conta a evasão dos jovens de regiões como a do Douro, que tem vindo a perder também cada vez mais pessoas em idade ativa (sobretudo jovens), apresentamos algumas propostas que vão de acordo com os grandes temas. As medidas que temos têm como objetivo estimular o retorno dos jovens não só a Portugal, mas ao interior, e assim permitir também o combate ao isolamento das pessoas mais idosas na região.

Queremos investir em mais transportes públicos que permitam às pessoas se deslocarem entre concelhos, dar mais oportunidades de emprego em regiões mais isoladas e fomentar a captação de empresas de setores variados para que quem aqui mora não tenha de ir embora por falta de oportunidades através de incentivos e benefícios legais ou financeiros, assim como permitir a quem tenha inscrição ativa no IEFP a possibilidade de atenderem a qualquer curso online que esteja a ser administrado no país, permitindo que haja mais oportunidades de formação profissional.

Queremos estimular a agricultura local e biológica ajudando quem ainda a pratica, dado sabermos que as faixas etárias mais jovens deixaram de ser tão participativas como as gerações anteriores, havendo cada vez mais terrenos ao abandono devido ao avançar da idade de quem sempre deles cuidou. Algumas das medidas para tal englobam o desenvolvimento de um programa de conversão para a agricultura biológica, para quem pretender transitar da agricultura convencional para a biológica e incentivos financeiros, fiscais e sociais a quem pretenda instalar-se como agricultor/a biológico/a, discriminando positivamente quem se instalar nos territórios de baixa densidade e reforçar os recursos financeiros para execução plena da Estratégia Nacional para a Agricultura Biológica.

Mas, não só, queremos ajudar à compra e requalificação de casas por jovens, sempre com foco nas áreas mais isoladas do país. Acreditamos que ao incentivar novos setores mercantis a se deslocarem e estabelecerem no interior, conseguiremos aumentar a diversidade de ofertas de trabalho e facilitar o retorno dos nossos jovens às suas terras, onde, por sua vez, estimularão a economia local.

A nossa proposta para reforçar os incentivos para conversão de estágios em contratos sem termo, junto com a criação do IRS jovem e demais propostas sobre a melhoria no acesso ao mercado de trabalho pretendem estabilizar a vida destas pessoas, incentivando-as a se estabelecerem permanentemente na região. E para isso também queremos que a nossa região seja pioneira na descentralização de infraestruturas, exemplificando com a instalação de um hospital público veterinário, para que as pessoas que não têm condições de pagar um veterinário para os seus animais de companhia na região não fiquem desamparadas financeiramente quando os seus animais ficam doentes. Quanto ao setor empresarial, pretendemos a redução progressiva do IRC para 17% e, a título mais inovador, generalizar a semana de 4 dias de trabalho, aplicando-a primeiramente em zonas mais isoladas e territórios do interior, para que seja cada vez mais aliciante retornar. Para aplicar todas estas medidas, o PAN propõe a criação do Ministério da Coesão Territorial e do Interior para que seja o interior a marcar o passo da efetiva coesão territorial.

Estas são apenas algumas das ideias que desenvolvemos com e para a população viseense, tendo em conta não apenas a capital de distrito, mas sobretudo as zonas mais isoladas da nossa região, que costumam ter menos oportunidades, resultado da falta de representatividade do interior que vemos no Parlamento.

É inadmissível que Lisboa eleja mais deputados do que todos os distritos do interior. Nós existimos, e merecemos mais para conseguirmos fazer mais.

 

 

1 A popularidade do Partido Socialista (PS) no Distrito de Viseu nos sucessivos atos eleitorais, quer nas autárquicas, quer nas legislativas, tem apresentado uma tendência crescente, que é importante que seja trabalhada de modo a que se torne sustentada.

O PS obteve um bom resultado nas legislativas de 2019, tendo conseguido eleger quatro deputados. Em 2022 manteve os mesmos mandatos, vencendo as eleições.

A vitória do PS no Distrito de Viseu foi evidente. A qualidade dos candidatos, a preocupação com as questões políticas específicas dos cidadãos do Distrito, com as suas necessidades e preocupações e o compromisso com resultados tangíveis, são elementos que aportam a possibilidade de uma estabilidade ou mesmo de um aumento do apoio eleitoral ao PS no Distrito.

Contudo, considero que se o PS mantiver o mesmo número de deputados eleitos nas eleições legislativas de 2022, poderá ser considerado um “bom resultado”. Estaremos face a um indicador claro da continuidade da confiança dos cidadãos do Distrito no PS e nas suas políticas, que corresponde a um sucesso eleitoral.

 

 2 Considero que os deputados representam e defendem, em primeira instância, os cidadãos e os territórios que os elegem. Neste sentido, como candidato de um território hoje apelidado de desafiante, às eleições para a Assembleia da Republica, terei como prioridade pugnar por um maior equilíbrio na forma como os recursos, a nível nacional, são distribuídos. É urgente que o Governo trace prioridades locais de investimento.

É imperioso realizar investimento e reativar serviços que permitam a fixação e valorização das comunidades do interior.

É muito importante que as políticas do Governo, que correspondem a uma nova atenção em relação às regiões do interior, tenham uma maior efetividade no plano das acessibilidades, da fiscalidade e dos serviços. Poderia apontar inúmeras sugestões, vou, porém, apresentar algumas propostas mais concretas e dirigidas a domínios que julgo determinantes no desenvolvimento da região.

O acesso a serviços públicos de qualidade é um desafio e um objetivo decisivo. É preciso garantir às populações serviços básicos de saúde, de educação, de infraestruturas e de transportes.

Na questão das acessibilidades é crucial que o Programa Nacional de Investimentos inclua, no caso de Lamego, a futura ligação do centro da cidade à A24; a construção do IC 26 (Amarante-Lamego-Tarouca-Moimenta da Beira-Sernancelhe-Penedono, com ligação à A25 e ao IP2); a execução do troço de 17Km entre a Junqueira e o Pocinho, concluindo o IP2; a intervenção na EN222 entre as Bateiras e S. João da Pesqueira; a resolução das ligações de Tabuaço e Armamar à A24 e de S. João da Pesqueira à A24 ou à A4.

Na ferrovia será pertinente estudar a viabilidade da reposição de algumas ligações que foram extintas, bem como concluir a eletrificação de todo o percurso da linha do Douro.

A nível fluvial, a aposta no rio Douro, não só como meio de transporte de turistas mas também de mercadorias, é um projecto que deve ser ponderado e estudado a sua viabilidade.

O norte do Distrito de Viseu e o Douro Sul têm ainda bolsas de território com défice na acessibilidade ao digital. Assim, é uma preocupação chave a cobertura total do território de forma a assegurar níveis de conhecimento e de inovação necessários a um aumento da competitividade.

A economia rural é um domínio que deve ser prioritário. A grande maioria da população da região depende da agricultura, da vinicultura, da maça de montanha, do azeite, da castanha, da cereja e do turismo rural.

Assim, as questões relacionadas com o emprego, o acesso aos mercados, o apoio aos agricultores e a sustentabilidade económica são importantes. É essencial continuar a ampliar a rede de regadio e garantir a construção de pequenas represas que possam assegurar a qualidade dos nossos produtos agrícolas endógenos e autóctones.

A preservação do ambiente é outro fator de preocupação. No caso da região do Douro é necessário preservar a sua grandiosa beleza natural e importância ambiental. A preservação da identidade dos recursos naturais, a prevenção da poluição e a proteção da biodiversidade são cuidados que devemos ter.

O futuro Governo deve ter a preocupação de conseguir atrair investimento, sobretudo privado, mas também estrangeiro, para uma região com um enorme potencial do ponto de vista turístico, como é o Douro. É fundamental apostar numa estratégia que permita o desenvolvimento de um turismo sustentável, que traga benefícios económicos sem prejudicar o património ambiental e cultural da região.   

Com efeito, faz todo o sentido assumir a REGIONALIZAÇÃO como um passo determinante no combate às desigualdades, ao despovoamento e ao empobrecimento do interior do país. Só desta forma se pode garantir que a população do Distrito tem voz nas decisões politicas que afetam as suas vidas e que os recursos são atribuídos de forma justa e equitativa.

Enquanto candidato a deputado nas listas do PS pelo Distrito de Viseu, poderão contar com o meu espírito de missão, de entrega, frontalidade, dedicação e com o entusiamo e a alegria necessárias para a realização dos supremos interesses do nosso Distrito.

Espero, por isso, que as ideias e o projeto do PS para o Distrito de Viseu possam merecer a confiança do cidadão eleitor.

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