Especial Feira da Maçã de Montanha

António Teixeira: “O nosso foco deve ser sempre o cliente”

Nascida de um negócio iniciado pelo pai, ainda no final da década de 1970, a António Teixeira – Materiais de Construção transformou uma atividade ligada ao transporte e comercialização de materiais numa empresa com mais de 2,5 milhões de euros de volume de vendas, mais de uma dezena de trabalhadores e uma área de atuação que ultrapassa o concelho de Armamar.

Desde 2010, a empresa tem crescido de forma sustentada, mantendo como prioridades a proximidade ao cliente, a capacidade de adaptação e a aposta na inovação, apesar do desafio cada vez maior de encontrar mão de obra especializada.

A António Teixeira – Materiais de Construção nasceu em 2010. Que história está por trás da criação da empresa e como evoluiu desde esses primeiros anos?

Quando o meu pai regressou de Angola começou a transportar diversos produtos (batatas, maçãs, etc.) para Lisboa, no retorno trazia materiais de construção. Isto remonta ao ano de 1978/79, por aí.

A partir daí começou a desenvolver o negócio ao qual me juntei após terminar os estudos, e em 2010 constituímos uma sociedade por quotas da qual sou o gerente.

De 2010 até ao momento a empresa tem vindo a evoluir de forma constante e sustentada. Neste momento o nosso crescimento fica um pouco limitado pela dificuldade que existe em encontrar mão de obra, em concreto especializada.

A empresa ultrapassou os 2,5 milhões de euros de volume de vendas e emprega atualmente mais de 10 pessoas. O que explica este crescimento a partir de uma empresa instalada numa pequena localidade do interior?

Com muito esforço e resiliência. A interioridade é um problema a nível de acessos e infraestruturas.

Contudo, não baixamos os braços, somos persistentes e trabalhadores, tentando estar sempre próximos do cliente e perceber as suas necessidades.

Trabalhamos com marcas que nos dão muita credibilidade. É assim que temos feito o nosso caminho.

Hoje, qual é a área geográfica de atuação da empresa? O negócio continua essencialmente ligado a Armamar e ao Douro ou a empresa já trabalha com clientes de uma região mais alargada?

Cerca de metade do trabalho que realizamos é mesmo no concelho de Armamar, mas trabalhamos também muito bem em concelhos limítrofes como Moimenta da Beira, Tarouca, Tabuaço ou Lamego. Pontualmente temos ainda alguns clientes espalhados pelo país e trabalhamos com os hotéis Vila Galé.

O setor da construção atravessou nos últimos anos períodos muito diferentes. Como tem sentido a evolução da procura e quais são atualmente os principais desafios para quem comercializa materiais de construção?

Felizmente passamos um pouco ao lado dessa situação. Procuramos sempre adaptar-nos ao que o mercado nos vai pedindo. Temos tido a capacidade de nos adaptar a essas alterações que o mercado vai exigindo.

A maior dificuldade que encontro, além da conjuntura atual, é efetivamente a falta de mão de obra. Nesta fase não temos conseguido crescer mais exatamente devido a esta situação.

Que tipo de cliente procura mais a empresa atualmente e que materiais ou áreas de negócio têm tido maior crescimento?

Acho que o nosso segredo tem sido exatamente esse, conseguir abranger todo o tipo de materiais, desde os materiais brutos de construção até materiais de acabamento como loiças ou sanitários, por exemplo.

Atualmente temos cerca de 65 mil artigos para responder a tudo o que o cliente precisa, desde a construção básica aos acabamentos.

Estamos sempre à procura de estar à frente na busca pelos novos materiais que vão aparecendo até porque o cliente nos exige isso. O foco deve ser sempre o cliente e, se realmente queremos crescer, deve ser assim.

Entrar no ranking das 500 maiores empresas portuguesas de distribuição de materiais de construção é um indicador relevante. Que objetivos tem a António Teixeira para os próximos anos e onde gostariam de chegar?

A ambição não é algo desmedido. Atualmente atravessamos a problemática da mão de obra, mas que tentamos contornar com a ajuda da digitalização e da IA.

Neste momento temos uma situação estável, mas obviamente queremos crescer de uma forma sustentável.

Desde 2017 que somos PME Líder e Excelência, consecutivamente. É uma imagem que criamos e que nos dá uma excelente imagem perante fornecedores e na opinião pública, sem dúvida alguma.

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