A pertença e a liderança territorial são dois desígnios estratégicos assumidos pelo nosso Reitor. São pilares de uma mudança de paradigma que pretende colocar a UTAD no centro da agenda científica e artístico-cultural do nosso território.
Por um lado, queremos sentir mais a UTAD; por outro, queremos que esta se assuma como a casa comum do conhecimento, da ciência, da cultura, da arte, do debate e da cidadania.
A UTAD é, indubitavelmente, um espaço de valorização do conhecimento e afirma-se pelo seu potencial, sendo, efetivamente, uma instituição fundamental para o desenvolvimento regional, nacional e internacional, com particular responsabilidade no espaço da CPLP.
O Eco Campus é uma das maiores expressões desse potencial. Temos conhecimento, investigação, inovação e um património natural extraordinário. Temos um Jardim Botânico que deve voltar a assumir um lugar de excelência. Temos espaços e pessoas capazes de transformar o campus num verdadeiro espaço de encontro, aprendizagem e criação.
É preciso abrir o Eco Campus à comunidade e torná-lo mais acessível, inclusivo e vivido. Redes viárias adequadas, passadiços e percursos inclusivos, visitas organizadas, mobilidade sustentável e guias especializados podem transformar este espaço num polo de conhecimento, cultura e turismo científico.
A UTAD deve afirmar-se também pela cultura e pela arte. Queremos valorizar o património artístico existente, criar roteiros interiores e exteriores, promover obras de criadores da região e de outros com ligação à Universidade e ao território, levando a presença da UTAD para além dos seus muros e das fronteiras do país.
É fundamental reforçar a recuperação e reorganização do Jardim Botânico, das bases de dados e do Centro Interpretativo, que deverá ser a porta de entrada para o conhecimento e o centro de acolhimento e gestão das visitas e roteiros.
Mas esta visão é maior do que o campus. Num tempo marcado pela desinformação, pelo facilitismo e pela desvalorização do conhecimento, a UTAD deve assumir a sua responsabilidade pública. Deve ser um espaço de ciência, pensamento crítico, exigência, liberdade e defesa dos valores democráticos.
Mais UTAD significa mais comunidade, mais orgulho e mais responsabilidade. Liderar o território significa assumir que a Universidade não é apenas parte da região. É uma das suas principais forças transformadoras.
Em suma, por uma UTAD diversa, plural, criativa, desafiadora e de olhos postos no futuro comum.