Opinião

A Saúde na Cidade Douro Sul

Foi notícia a instalação do TAC no Hospital de Lamego.

Trata-se um equipamento básico num hospital e por isso ridícula a sua falta no de Lamego. Num investimento de 40 milhões não se compreendia a falta de um equipamento de custo minúsculo, 0,2 milhões de euros, ou seja, aproximadamente 200 mil euros, financiado parte por fundos comunitários.

Mas não podemos ser pobres e mal agradecidos, por isso felicito os adjuntos das Direcções Clínicas e Enfermagem, as anteriores e as atuais, que nunca deixaram de publicamente demonstrar o ridículo que era a falta do TAC, por razões de perigosidade clínica, pela perspetiva funcional, comodidade e eficiência financeira. Valorizo também o papel do atual Presidente da ARS Norte e de membros do atual Governo pela validação da opção.

Felicito a postura do Presidente da Câmara Municipal de Lamego, exteriorizando uma grande verdade, a de que este hospital é de todo o Douro Sul e que, embora não mandatado explicitamente, se sentia, até como Vice-presidente da Associação de Municípios do Vale do Douro Sul, grato em nome de todos os concelhos. Isto parece um preciosismo mas tem um grande significado, pois o poder anterior em Lamego não foi tão claro quanto ao papel deste hospital para todo o Douro Sul.

A instalação de um TAC, assim vulgarmente conhecido, vai certamente implicar a existência nas 24 horas de cada dia de serviços de imagiologia a funcionar. Não tendo total certeza disso, outra coisa não espero que aconteça.

Todavia, tenhamos consciência de que nem um serviço de ecografias existe de forma regular ao serviço das urgências.

Este equipamento não resolve o conceito estrutural do Hospital do Douro Sul.

Este Hospital precisa de ver revisto o seu programa funcional por forma a permitir-se uma resposta mais adequada às necessidades das pessoas do Douro Sul.

Aproveito para aqui falar que percebi que a atual administração já concluiu ser urgente aumentar a oferta da medicina física e de reabilitação. O Douro Sul não tem oferta suficiente nesta área da Saúde, constituindo uma grave falha do SNS. Para que haja mais capacidade do serviço basta colocar mais técnicos. Então, é incompreensível que tal não aconteça hoje. O ACES Douro Sul não gasta os valores disponíveis para a medicina física e de reabilitação na rubrica respetiva e não se compreende que três anos e meio depois do serviço estar disponível no hospital as pessoas continuem privadas de melhores cuidados de Saúde nas sua recuperação física e funcional.

Andamos a falar da Saúde desta região e começamos a ficar todos conscientes que há coisas que não poderão continuar à espera.

O Douro Sul tem futuro!

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