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30 anos de União Europeia

[caption id="attachment_1394" align="alignleft" width="300"]Por Emídio Gomes, Prof. Catedrático da UP e Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte Por Emídio Gomes, Prof. Catedrático da UP e Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte[/caption] Se em 1986 me perguntassem quais as minhas expetativas para os primeiros 30 anos de Portugal na União Europeia, o meu discurso seria naturalmente otimista e falaria de um conjunto de oportunidades de crescimento local, regional e nacional. Agora que se assinala a efeméride, confirma-se que desta união resultaram avanços muito significativos no país. Portugal soube integrar-se no contexto europeu e tirar partido das oportunidades comunitárias. Terá o Douro sabido acompanhar a integração europeia? Se compararmos o território que tínhamos há 30 anos com o que temos hoje, a resposta só pode ser afirmativa. O apoio da União Europeia ao investimento em infraestruturas básicas, que asseguram uma melhor qualidade de vida à população, é evidente. O financiamento em novos negócios, inovadores, cada vez mais dirigidos a mercados externos e que tiram proveito do conhecimento produzido nas instituições de ensino superior, está também muito presente. Acresce que a aposta no turismo deixou, há muito, de ser tímida. Do trabalho empreendido no passado, e do qual todos temos beneficiado no presente, destaco a classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial. A distinção tem permitido aproximarmo-nos, sem dúvida, dos nossos parceiros europeus, também eles distinguidos com o selo da UNESCO, e com eles promovemos o território classificado como destino de excelência em novos territórios. Já num passado mais recente, a crise profunda e o  resgaste financeiro a Portugal criaram, todavia, um contexto para a crítica fácil e generalista da aplicação dos fundos comunitários. O Douro não é exceção e, neste território sensível, os indicadores económicos e sociais rapidamente refletem uma coesão territorial e um desenvolvimento aquém do desejado. Fazer apenas um balanço do que mudou nestas últimas três décadas não é, assim, suficiente. Temos de ser capazes de definir novos e mais audazes objetivos para o projeto europeu e de fazer mais e melhor. Desde logo, continuando a investir na recuperação e na qualificação do emprego. O caminho europeu tem de ser o de apoiar a aposta das empresas na inovação, incentivando a transferência de conhecimento para o tecido produtivo. Confio que daqui a 30 anos teremos um país com um sentimento de pertença à União Europeia ainda mais enraizado e em que o orgulho em ser europeu será ainda mais patente em todos os portugueses. A Região do Norte e o Douro contribuirão certamente para esse espírito Europeu!

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